ABRIL, MÊS DAS EMOÇÕES
No passado mês de Abril tive oportunidade de viver dois momentos únicos e singulares.
Como anualmente acontece em Abril estive presente na Gala do Gaiense, levada a efeito numa unidade hoteleira de Vila Nova de Gaia e que junta a nata do futebol Português, num evento único e que visa distinguir os melhores atletas, marcadores de golos, árbitros, treinadores e dirigentes do concelho de Vila Nova de Gaia.
Uma Gala repleta de glamour aonde entre outros,este ano, marcaram presença Hermínio Loureiro, Vice presidente da FPF, o executivo de V.N.Gaia, o presidente da Associação de Futebol do Porto, antigas glórias do futebol Português, jornalistas de renome, como Julio Magalhães, dirigentes de vários clubes da I Liga de futebol profissional, jogadores da I LIGA e os principais árbitros portugueses, alguns deles internacionais.
Foi interessante o diálogo que tive com Artur Soares Dias, cujo pai (já falecido e antigo arbitro) tive o privilegio de receber enquanto autarca no concelho de Castelo de Paiva, pelas mãos desse grande Paivense, Adriano Pinto.
Polémicas à parte, é sempre importante num pais livre e democrático podermos expressar as nossas opiniões e os nossos pontos de vista, sobre os lances mais polémicos do futebol Portuguêss.
E a Gala do Gaiense tem esta particularidade é o único evento em Portugal que consegue juntar todos os intervenientes do futebol português.
Parabéns por isso ao Jornal O Gaiense, promotor deste. Evento, na pessoa do seu director Filipe Bastos..
O outro facto que aqui queria registar tem a ver com o bi-campeonato conquistado pelo Futebol Clube do Porto na I LIGA de futebol.
Não vou falar mais do mesmo, mas permitam-me que diga que este ano festejei-o num lugar muito especial, na ilha do Principe, região autónoma de um pais chamado Sao Tomé e Principe.
Tendo-me deslocado a este País por motivos profissionais, fui à Ilha do Principe, convidado pelo seu Presidente do Governo Regional para assistir às cerimónias do 17 aniversário da sua autonomia.
E para minha surpresa, a ilha do Principe, descoberta há 541 anos pelos portugueses e que conta com cerca de sete mil habitantes, mais de dois mil dos quais são adeptos do FCPorto.
Assim, na noite em que pela TV assistia-mos ao empate no Rio Ave-Benfica, gerou-se uma onda de alegria e em menos de vinte e quatro horas foi organizado um jantar comemorativo com mais de uma centena de porristas presentes, vestidos a rigor e outros com cascois, bandeiras, camisolas e até pins.
Foi uma noite de festa, celebrada junto ao Oceano Atlântico, com uma população que fala Português, simpática, acolhedora e que precisa do nosso apoio.
Nesta visita de alguns dias a esta ilha, regresso a Portugal com uma missão de tudo fazer para que seja criada uma delegação ou filial do FCPorto naquela ilha.Trouxe comigo uma acta da comissão instaladora com mais de oitenta assinaturas de cidadãos do Príncipe que têm esse propósito, trouxe também uma proposta para o seu logotipo.
Para alem da questão clubistica, tive orgulho em ser Português, de ver o nosso passado e de saber que contam connosco para o seu desenvolvimento futuro.
Falamos a mesma língua e alguns até são filhos e netos de portugueses.
Oportunidades existem, saibam os portugueses aproveita-las.
Deus quer, o homem sonha e a obra nasce.
Paulo Ramalheira Teixeira
Próxima Crónica de Paulo Teixeira: 13 de Junho
Próxima Crónica Desporto Paivense: Gonçalo Rocha a 16 de Maio

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